O texto da Verônica
Uma amiga, de nome Verônica, escreveu um texto e permitiu que seja postado.
Então, vamos lá, Verônica...
Agradeço.
Eis a Verônica, em vermelho,
que é minha cor favorita...
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Amparensês
Conversando
dia desses, por telefone, com uma amiga, pronunciei o adjetivo
“custoso”, termo que achou inusitado, dizendo-me que sua utilização era
típica da minha cidade e não dos outros lugares.
Surpreendida,
perguntei a ela se por acaso a palavra não existia. Ela me disse que
havia tal adjetivo, mas que ela só ouvia com frequência no município de
Santo Antônio do Amparo.
De certa forma, a localidade – aos olhos da minha amiga – compôs-se de uma população consuetudinária, ao menos no “custosismo”.
Por
falar nisso, volto ao telefonema e provo como os amparenses realmente
exploram esse vocábulo: no momento em que nos despedimos “da conversa a
distância”, minha colega me pediu para escrever sobre esse tema, já que
ela muitas vezes havia ouvido a pronúncia por seus irmãos, cunhadas e
por mim ao telefone. Eu argumentei que falar da expressão “custoso” era
demasiado “custoso”, pelo fato da escassez de tempo, e acabou ficando
nisso.
Depois
de um tempo, como se não bastasse, deparo com minha irmã na sala da
minha casa comentando que a repórter do programa de TV era “custosa”.
Achei isso hilário e não teve outro jeito senão escrever sobre a típica
expressão do município.
Para
fortalecer ainda mais minha “custosa” tese, essa mania amparense é tão
contundente no dia-a-dia da cidade que existe aqui um bloco carnavalesco
composto de mulheres, com abadá e tudo, com qual nome? Adivinhe se
puder, caro leitor!
Enfim, para registrar e divulgar a etimologia da palavrinha patenteada, eis abaixo a própria definida regionalmente: custoso: adj. Pessoa ou coisa difícil de lidar; embaraçoso, obscuro. Claro que o adjetivo é dinâmico e passível de mutação, de acordo com os ares do local.
Que tal globalizarmos essa idéia da “custosisse” amparense?
Até a próxima!
Verônica, 26/10/2010
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