Livro 001 - Triste fim de Policarpo Quaresma
Triste fim de Policarpo Quaresma
Lima Barreto
Nascimento: 1881 (Brasil). Morte: 1922
Nome completo: Afonso Henriques de Lima Barreto
Publicação em folhetim: 1911, Jornal do Commercio
Primeira edição: 1915, Tipografia da Revista dos Tribunais
Deprimido, cheio de dívidas e bebendo demais por causa da recepção discreta, quase silenciosa, de seu romance Recordações do escrivão Isaías Caminha,
publicado em 1909, Lima Barreto recebeu do amigo João Melo, companheiro
de rodas literárias, a sugestão de que escrevesse um folhetim para a
imprensa.
Cria, então, a história de Policarpo Quaresma, um funcionário do
Arsenal de Guerra, nacionalista e patriota extremado, uma espécie de
Quixote dos trópicos, e de sua luta interminável para reformar o Brasil.
Depois de se alistar como combatente republicano, o herói se decepciona
com a República, é preso e condenado ao fuzilamento. Velho e descrente,
ele afunda no pessimismo.
Amarga meditação sobre os ideais progressistas e o nascimento da República brasileira, temperada com um humor mordaz, Triste fim de Policarpo Quaresma
traz fortes influências dos realistas russos, em particular Tolstói e
Dostoiévski, de quem o autor foi leitor voraz. O romance é peça
importante da literatura urbana. Faz, ainda, uma crítica feroz da
filosofia positivista, base do pensamento republicano.
Filho da classe média do subúrbio, mulato e sofrendo desde cedo com a
loucura do pai, Lima Barreto foi funcionário da Secretaria da Guerra e
colaborador assíduo da imprensa. Esteve internado, por duas vezes, no
Hospício Nacional. Seu romance, que, apesar de escrito na terceira
pessoa, não esconde o fundo memorialista, é peça crucial do
Pré-Modernismo brasileiro. JC
(1001 livros para ler antes de morrer – p. 279)
Ah...e tem o filme POLICARPO QUARESMA - HERÓI DO BRASIL
Título Original: Policarpo Quaresma - Herói do Brasil
País de Origem: Brasil
Ano: 1998
Duração: 123min
Diretor: Paulo Thiago.
Elenco: Paulo José, Giulia Gam, Ilya São Paulo, Luciana Braga, Antônio Calloni, Bete Coelho e Cláudio Mamberti.
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